D-MER: sabe o que é?

D-MER é a sigla em inglês para Dysphoric Milk Ejection Reflex e é um quadro que ocorre em algumas lactantes, caracterizado por uma disforia abrupta, ou seja, a mulher é tomada por emoções negativas, como tristeza, desconforto, ansiedade, irritabilidade e inquietação, que ocorrem imediatamente antes da liberação do leite (reflexo de ejeção) e não duram mais do que alguns minutos (ou seja, esses sentimentos ocorrem em um momento pontual). O D-MER não é uma resposta psicológica à amamentação, mas sim uma resposta fisiológica à liberação do leite, e possui um componente emocional negativo. Portanto, esse quadro difere daquele que chamamos de Perturbação da Amamentação que pode acontecer a algumas mães que amamentam grávidas ou crianças mais velhas O D-MER é como um reflexo, sendo controlado por hormônios. Vamos entender essa dança hormonal pra compreender melhor o quadro: o reflexo de ejeção do leite ocorre por uma elevação nos níveis de ocitocina, mas a disforia é o resultado de uma queda anormal nos níveis de dopamina. E o que a dopamina tem a ver com a amamentação? A queda da dopamina ocorre normalmente durante esse processo uma vez que ela inibe a ação da prolactina (hormônio envolvido na secreção do leite), ou seja, pra que a prolactina entre em ação os níveis de dopamina diminuem. Nas mães com D-MER esses níveis não diminuem adequadamente e provocam essa reação emocional negativa instantânea, que dura até que os níveis de dopamina estabilizem novamente. Evidências anedóticas preliminares mostram que o D-MER é tratável a partir de uma boa investigação e a atividade inadequada da dopamina no momento do reflexo de ejeção do leite for a causa do D-MER. Poucas mulheres falam abertamente sobre essa condição pois se sentem culpadas por sentir tais emoções negativas. Pois saibam: falar a respeito e buscar ajuda é de grande valia nesses casos e podem muitas vezes evitar o desmame! Se você já passou ou passa por isso (ou conhece alguém) comenta aqui e compartilha esse post pra quem mais e mais mulheres tenham conhecimento dessa condição e possam ser auxiliadas. 

Isa Crivellaro 
Fonoaudióloga e IBCLC 

Fonte: d-mer.org

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